04 novembro 2006

Lançamento: Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática

Autor(a): HELLE ALRO E OLE SKOVSMOSE
Preço: R$ 27,50
ISBN: 85.7526-217-3
Edição: 1
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 160

Neste livro, os educadores matemáticos dinamarqueses Helle Alrø e Ole Skovsmose relacionam a qualidade do diálogo em sala de aula com a aprendizagem. Apoiados em idéias de Paulo Freire, Carl Rogers e da Educação Matemática Crítica, esses autores trazem exemplos da sala de aula para substanciar os modelos que propõem acerca das diferentes formas de comunicação na sala de aula. Este livro é mais um passo em direção à internacionalização desta coleção. Este é o terceiro título da coleção no qual autores de destaque do exterior juntam-se aos autores nacionais para debaterem as diversas tendências em Educação Matemática. Skovsmose participa ativamente da comunidade brasileira, ministrando disciplinas, participando de conferências e interagindo com estudantes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP, Rio Claro.

Sumário: Comunicação na sala de aula de Matemática • Absolutismo burocrático • Perspectiva • “Quanto se consegue preencher com jornal?” • Aprendizagem como ação • Cooperação investigativa • De exercícios a cenários de investigação • “O que parece a bandeira da Dinamarca?” • Modelo de cooperação investigativa • Obstáculos à cooperação investigativa (deixando um cenário para investigação) • Desdobramento do modelo de cooperação investigativa • “Raquetes & Cia.” – O Modelo-CI reconsiderado • Diálogo e aprendizagem • Qualidades de diálogo •Atos dialógicos – o Modelo-CI reconsiderado • Ensino e aprendizagem dialógicos – e sua fragilidade... • Ensino e aprendizagem dialógicos – e sua importância...

Este livro você encontra na Autêntica Editora.

03 novembro 2006

Um pouco de poesia

A TRAGÉDIA DA MATEMÁTICA

Num certo livro de Matemática, um quociente apaixonou-se por uma incógnita. Ele, o quociente, produto de notável família de importantíssimo polinômios. Ela, uma simples incógnita, de mesquinha equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas como todos sabe, o amor não tem limites e vai do mais infinito ao menos infinito.
Apaixonado, o quociente a olhou do vértice à base, sob todos os ângulos, agudos e obtusos. Era linda, uma figura impar e punha-se em evidência: olhar rombóides (= rombo – losango), boca trapezóide, seios esféricos num corpo cilíndrico de linhas senoidais (=curvas).
_Quem és tu? Perguntou o quociente com olhar radical.
_Sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos. Mas pode me chamar de hipotenusa. Respondeu ela com uma expressão algébrica de quem ama.
Ele fez de sua vida uma paralela à direita, até que se encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e da paixão, retas e curvas nos jardins da quarta dimensão.
Ele a amava e a recíproca era verdadeira. Se adoravam nas mesmas razões e proporções no intervalo da vida.
Três quadrantes depois, resolveram se casar. Traçaram planos para o futuro e todos desejaram felicidade integral. Os padrinhos foram o vetor e a bissetriz.
Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas positivas, tiveram um par: o menino, em homenagem ao padrinho, chamaram de versor; a menina, uma linda abscissa. Ela sofreu duas operações.
Eram felizes até que, um dia, tudo tornou uma constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro. O máximo divisor comum, um freqüentador de círculos viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma grandeza absoluta. Ela sentiu-se imprópria, mas amava o máximo.
Sabedor desta regra de três, o quociente chamou-a de fração ordinária. Sentindo-se um denominador comum, resolveu aplicar a solução trivial: um ponto de descontinuidade na vida deles. Quando os dois amantes estavam em colóquio, ele em termos menores e ela de combinação linear, chegou o quociente e num giro determinante disparou o seu 45.
Ela foi para o espaço imaginário e ele foi parar num intervalo fechado, onde a luz solar se via através de pequenas malhas quadráticas.

Autor desconhecido

Dez mandamentos para professores

George Pólya (1887-1985)
Professor húngaro, teórico do ensino da Matemática
Publicado na Revista do Professor de Matemática, da Sociedade Brasileira de Matemática, nº10, 1º semestre de 1987.

1. Tenha interesse por sua matéria.
2. Conheça sua matéria.
3. Procure ler o semblante dos seus alunos; procure enxergar suas expectativas e suas dificuldades; ponha-se no lugar deles.
4. Compreenda que a melhor maneira de aprender alguma coisa é descobri-la você mesmo.
5. Dê aos seus alunos não apenas informação, mas know-how, atitudes mentais, o hábito de trabalho metódico.
6. Faça-os aprender a dar palpites.
7. Faça-os aprender a demonstrar.
8. Busque, no problema que está abordando, aspectos que possam ser úteis nos problemas que virão — procure descobrir o modelo que está por trás da presente situação concreta.
9. Não desvende o segredo de uma só vez — deixe os alunos darem palpites antes — deixe-os descobrir por si próprios, na medida do possível.
10. Sugira; não os faça engolir à força.

"Ao formular os mandamentos, ou regras, acima, tive em mente os participantes das minhas classes, professores secundários de Matemática. Entretanto, essas regras se aplicam a qualquer situação de ensino, a qualquer matéria ensinada em qualquer nível. Todavia, o professor de Matemática tem mais e melhores oportunidades de aplicar algumas delas do que o professor de outras matérias." George Pólya

Para saber mais.

Atualizando-se

Buscando sempre o Desenvolvimento Profissional, nada melhor que participar de alguns eventos desta área.

VI ENCONTRO PERNAMBUCANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – VI EPEM
Local: FAFICA – Caruaru – PE
Data: 02 a 05 de novembro de 2006.
Maiores Informações: http://www.sbempe.com.br/

IV ENCONTRO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – IV EMEM
Local: Universidade do Estado de Minas Gerais – Diamantina - MG
Data: 02 a 04 de novembro de 2006.
Maiores Informações: http://www.acad.unibh.br/sbemmg/

II ENCONTRO PARANAENSE DE MODELAGEM EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – II EPMEM
Local: Faculdade de Apucarana (FAP) – Apucarana - PR
Data: 02 a 04 de novembro de 2006
Maiores Informações: http://www.fap.com.br/EPMEM/index.htm

III BIENAL DA SBM
Local: Universidade Federal de Goiás (IME) – Goiânia – GO
Data: 06 a 10 de novembro de 2006
Maiores Informações: http://www.mat.ufg.br/conteudo/extensao/bienal/

XI JORNADA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Local: Instituto de Matemática e Estatística - Universidade Federal de Goiás – Goiânia - GO
Data: 08 a 10 de dezembro de 2006
Maiores Informações: http://www.ime.ufg.br/conteudo/extensao/jornada/index.htm

31 outubro 2006

Um pouco sobre a Educação Matemática

Estudos sobre a história do ensino da matemática no Brasil nos levam ao ano de 1730, mas é a partir dos primeiros anos do século XX que se pode identificar o surgimento de um movimento em prol de uma Educação Matemática. Merecem destaque como pioneiros a partir dos anos 30 Euclides Roxo, Malba Tahan, e outros educadores daquela geração. Um importante impulso foi dado nos anos 50 com a organização do primeiro Congresso Brasileiro de Ensino da Matemática, em 1955, realizado na Bahia pela professora Martha de Souza Dantas. Nos anos 60, o Movimento da Matemática Moderna liderado, entre outros, pelo prof. Oswaldo Sangiorgi, levou a matemática às manchetes dos jornais diários. A partir do final dos anos 70 com as contribuições do prof. Ubiratan D´Ambrósio enfatizando a dimensão social e cultural do conhecimento matemático a Educação Matemática brasileira é reconhecida internacionalmente contribuindo para a aquisição de uma identidade como área do conhecimento. A organização do 1º Encontro Nacional de Educação Matemática e a fundação da Sociedade Brasileira de Educação Matemática-SBEM, a partir de 1987, consolidaram toda esta trajetória.

Saiba mais sobre a Educação Matemática no Brasil, clicando nos botões desta página.

Extraído do site Matemática Hoje (http://www.matematicahoje.com.br)