06 dezembro 2006

JORNADA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DA UNEB (CAMPUS II - ALAGOINHAS)

JORNADA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DA UNEB
CAMPUS II - ALAGOINHAS

O Educação Matemática em Foco – EMFoco – é um grupo de estudos e pesquisas em Educação Matemática, formado por professores especialistas, que tem por objetivo levar a todos os interessados no ensino e aprendizagem da matemática, as discussões mais relevantes desta área de conhecimento.
O EMFoco como forma de festejar os seus três anos de existência, resolveu constituir espaços itinerantes de intercâmbio e reflexões, mostrando os seus trabalhos através da I Mostra de Trabalhos do Grupo EMFoco – I MOSTRAGEM. Assim, juntamente com a UNEB – Campus II (Alagoinhas), resolve promover a Jornada de Educação Matemática, trazendo os trabalhos de seus sócios, proporcionando uma reflexão acerca da Educação Matemática no nosso estado.

TEMA: Educação Matemática em Foco: atualidades e perspectivas.

OBJETIVO: Constituir um espaço de aperfeiçoamento profissional e intercâmbio de experiências entre professores, estudantes de graduação, pesquisadores e outros interessados em questões relativas à Educação Matemática, oportunizando as reflexões a respeito da prática e dos objetivos da Matemática.

DATA: 09 de dezembro de 2006
LOCAL: Campus da UNEB – Alagoinhas
HORÁRIO: 08:30 h às 17:30 h

PROGRAMAÇÃO

08:30h às 09:00h – Credenciamento
09:00h às 09:15h – Abertura dos trabalhos
09:15h às 10:15h – Palestra
10:15h às 10:30h – Intervalo
10:30h às 12:30h – Mini-curso (Parte I)
12:30h às 13:45h – Almoço
13:45h às 14:45h – Relatos de Experiência e Comunicações Científicas
14:45h às 15:00h – Intervalo
15:00h às 17:00h – Mini-curso (Parte II)
17:00h às 17:30h – Entrega de Certificados
Palestra de Abertura:
1- Educação Matemática em Foco: atualidades e perspectivas.
Profº Walber Ferreira,
Profª Joseane Topázio
Profº Adalberto Santos
Relatos de Experiências:
1- Aprendendo Matemática com a História da Matemática.
Profº Adalberto Santos
2- Em busca da identidade.
Profª Eliete Ferreira
3- Clube da matemática: ampliando o espaço do estágio curricular.
Profª Joseane Topázio
4- Um grupo de estudos de Matemática de alunos do ensino fundamental: reflexões sobre uma experiência no Colégio Estadual Edison Carneiro.
Profª Mônica Dias
5- As contribuições da Matemática num Projeto Interdisciplinar sobre a Sexualidade na Adolescência.
Profª Enoílma C. Silva
Comunicações:
1- A Matemática e a Educação de Jovens e Adultos: trazendo a realidade para a sala de aula.
Profº Walber Ferreira
2- Interações professor-aluno na aula de matemática.
Profª Cláudia Pinto
3- As investigações matemáticas: Um estudo sobre as concepções de aprendizagem matemática dos alunos num ambiente investigativo.
Profª Mônica Dias
Mini-Cursos:
1- Geometria das Dobraduras.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental e Médio
Profª Enoílma C. Silva e Profª Lúcia de Fátima Lessa
2- Troca Dez (Sistema Numeração Decimal).
Público alvo: Professores das séries iniciais
Profª Shirley Costa e Mônica Dias
3- Jogos para sala de aula de Matemática.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental e Médio
Profº Adalberto Santos
4- Avaliando em matemática: refletindo sobre a forma de matematizar dos alunos.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental e Médio
Profªs Joseane Topázio e Eliete Ferreira
5- Frações: conceituação, jogos e atividades lúdicas.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental
Profas Sônia Marlene Sousa e Cláudia Pinto
6- Laboratório de Matemática e Materiais Manipuláveis.
Público alvo: Professores do Ensino Fundamental e Médio
Profº João Assis

13 novembro 2006

Encontro discute transdiciplinaridade da educação

A UFBA, através da Pró-Reitoria de Extensão, Centro de Estudos Baianos (CEB), faculdades de Educação (Faced) e Direito, mais a Escola de Administração, realiza, no período de 29 e 30 de novembro a 1 de dezembro, o I Encontro de Educação Transdisciplinar. Trata-se de uma promoção conjunta do CEB e do Grupo de Pesquisa Epistemológica do Educar e Práticas Pedagógicas do Programa de Pós-Graduação (Mestrado-Doutorado ) da Faced. O objetivo é reunir pesquisadores dedicados ao estudo da transdisciplinarida de para oferecer contribuição ao processo de formação de educadores, permitindo conhecer fundamentos filosóficos e princípios pedagógicos da prática da educação transdisciplinar. Parte integrante das atividades acadêmicas comemorativas do aniversário de 60 anos da UFBA, o encontro acontece no Salão Nobre da Reitoria, nos dias 29 e 30 de novembro, e, no dia 1 de dezembro, nos auditórios da Escola de Administração, pela manhã, e da Faculdade de Direito, à tarde. Os palestrantes convidados são Roberto Crema, da Unipaz (Brasília), e Ubiratan D´Ambrósio (PUC-SP) – que no último dia conduzirá uma sessão dialógica. Os demais participantes são professores da UFBA – Dante Galeffi, Noemi Salgado, Neyde Marques, Cipriano Luckesi, Miguel Bordas, Roberto Ponczek e André Luiz Peixinho –, do Cefet-BA (Albênia Fonseca) e do Centro de Pós-Graduação e Pesquisa Visconde de Cairu (CEPPEV), Maribel Barreto. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de novembro na Fapex – Rua Caetano Moura, 140 – Federação, mediante o investimento de R$100,00 (profissionais) , R$70,00 (professores e estudantes de pós-graduação) e R$50,00 (estudantes de graduação). Informações: 3183-8460 / 8459 (Fapex); 3263-6075 ou ceb@ufba.br (Centro de Estudos Baianos).

06 novembro 2006

Artigos interessantes

Vasculhando a net encontrei alguns artigos sobre matemática elementar, muitos destes foram publicados no jornal Folha de São Paulo. Acesse-os:
http://www1.uol.com.br/vestibuol/dicas/index_resu.htm

Conhecendo o Mestrado em Educação Matemática - UFMS

Estamos com um novo Mestrado em Educação Matemática, agora na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
Conheça: http://www.dmt.ufms.br/Mestrado.html

Coleção "Tendências em Educação Matemática"

A Coleção "Tendências em Educação Matemática" dirige-se aos profissionais de Educação Matemática, bem como para os futuros professores dessa área, de modo reflexivo e partindo do princípio de que todos podem produzir matemática nas suas diferentes expressões. De fato, ao fazer isso, a coleção também contribui para o aumento no escasso número de obras em língua portuguesa sobre a educação continuada de professores.

Composta por diversos livros, essa coleção traz no final de cada exemplar uma extensa bibliografia para que o leitor possa aprofundar-se em uma ou mais das inúmeras tendências de Educação Matemática apresentada na coleção.

Informações de como adquirir esses livros, entre em contato com o GPIMEM

04 novembro 2006

Lançamento: Diálogo e aprendizagem em Educação Matemática

Autor(a): HELLE ALRO E OLE SKOVSMOSE
Preço: R$ 27,50
ISBN: 85.7526-217-3
Edição: 1
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 160

Neste livro, os educadores matemáticos dinamarqueses Helle Alrø e Ole Skovsmose relacionam a qualidade do diálogo em sala de aula com a aprendizagem. Apoiados em idéias de Paulo Freire, Carl Rogers e da Educação Matemática Crítica, esses autores trazem exemplos da sala de aula para substanciar os modelos que propõem acerca das diferentes formas de comunicação na sala de aula. Este livro é mais um passo em direção à internacionalização desta coleção. Este é o terceiro título da coleção no qual autores de destaque do exterior juntam-se aos autores nacionais para debaterem as diversas tendências em Educação Matemática. Skovsmose participa ativamente da comunidade brasileira, ministrando disciplinas, participando de conferências e interagindo com estudantes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UNESP, Rio Claro.

Sumário: Comunicação na sala de aula de Matemática • Absolutismo burocrático • Perspectiva • “Quanto se consegue preencher com jornal?” • Aprendizagem como ação • Cooperação investigativa • De exercícios a cenários de investigação • “O que parece a bandeira da Dinamarca?” • Modelo de cooperação investigativa • Obstáculos à cooperação investigativa (deixando um cenário para investigação) • Desdobramento do modelo de cooperação investigativa • “Raquetes & Cia.” – O Modelo-CI reconsiderado • Diálogo e aprendizagem • Qualidades de diálogo •Atos dialógicos – o Modelo-CI reconsiderado • Ensino e aprendizagem dialógicos – e sua fragilidade... • Ensino e aprendizagem dialógicos – e sua importância...

Este livro você encontra na Autêntica Editora.

03 novembro 2006

Um pouco de poesia

A TRAGÉDIA DA MATEMÁTICA

Num certo livro de Matemática, um quociente apaixonou-se por uma incógnita. Ele, o quociente, produto de notável família de importantíssimo polinômios. Ela, uma simples incógnita, de mesquinha equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas como todos sabe, o amor não tem limites e vai do mais infinito ao menos infinito.
Apaixonado, o quociente a olhou do vértice à base, sob todos os ângulos, agudos e obtusos. Era linda, uma figura impar e punha-se em evidência: olhar rombóides (= rombo – losango), boca trapezóide, seios esféricos num corpo cilíndrico de linhas senoidais (=curvas).
_Quem és tu? Perguntou o quociente com olhar radical.
_Sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos. Mas pode me chamar de hipotenusa. Respondeu ela com uma expressão algébrica de quem ama.
Ele fez de sua vida uma paralela à direita, até que se encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e da paixão, retas e curvas nos jardins da quarta dimensão.
Ele a amava e a recíproca era verdadeira. Se adoravam nas mesmas razões e proporções no intervalo da vida.
Três quadrantes depois, resolveram se casar. Traçaram planos para o futuro e todos desejaram felicidade integral. Os padrinhos foram o vetor e a bissetriz.
Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas positivas, tiveram um par: o menino, em homenagem ao padrinho, chamaram de versor; a menina, uma linda abscissa. Ela sofreu duas operações.
Eram felizes até que, um dia, tudo tornou uma constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro. O máximo divisor comum, um freqüentador de círculos viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma grandeza absoluta. Ela sentiu-se imprópria, mas amava o máximo.
Sabedor desta regra de três, o quociente chamou-a de fração ordinária. Sentindo-se um denominador comum, resolveu aplicar a solução trivial: um ponto de descontinuidade na vida deles. Quando os dois amantes estavam em colóquio, ele em termos menores e ela de combinação linear, chegou o quociente e num giro determinante disparou o seu 45.
Ela foi para o espaço imaginário e ele foi parar num intervalo fechado, onde a luz solar se via através de pequenas malhas quadráticas.

Autor desconhecido

Dez mandamentos para professores

George Pólya (1887-1985)
Professor húngaro, teórico do ensino da Matemática
Publicado na Revista do Professor de Matemática, da Sociedade Brasileira de Matemática, nº10, 1º semestre de 1987.

1. Tenha interesse por sua matéria.
2. Conheça sua matéria.
3. Procure ler o semblante dos seus alunos; procure enxergar suas expectativas e suas dificuldades; ponha-se no lugar deles.
4. Compreenda que a melhor maneira de aprender alguma coisa é descobri-la você mesmo.
5. Dê aos seus alunos não apenas informação, mas know-how, atitudes mentais, o hábito de trabalho metódico.
6. Faça-os aprender a dar palpites.
7. Faça-os aprender a demonstrar.
8. Busque, no problema que está abordando, aspectos que possam ser úteis nos problemas que virão — procure descobrir o modelo que está por trás da presente situação concreta.
9. Não desvende o segredo de uma só vez — deixe os alunos darem palpites antes — deixe-os descobrir por si próprios, na medida do possível.
10. Sugira; não os faça engolir à força.

"Ao formular os mandamentos, ou regras, acima, tive em mente os participantes das minhas classes, professores secundários de Matemática. Entretanto, essas regras se aplicam a qualquer situação de ensino, a qualquer matéria ensinada em qualquer nível. Todavia, o professor de Matemática tem mais e melhores oportunidades de aplicar algumas delas do que o professor de outras matérias." George Pólya

Para saber mais.

Atualizando-se

Buscando sempre o Desenvolvimento Profissional, nada melhor que participar de alguns eventos desta área.

VI ENCONTRO PERNAMBUCANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – VI EPEM
Local: FAFICA – Caruaru – PE
Data: 02 a 05 de novembro de 2006.
Maiores Informações: http://www.sbempe.com.br/

IV ENCONTRO MINEIRO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – IV EMEM
Local: Universidade do Estado de Minas Gerais – Diamantina - MG
Data: 02 a 04 de novembro de 2006.
Maiores Informações: http://www.acad.unibh.br/sbemmg/

II ENCONTRO PARANAENSE DE MODELAGEM EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – II EPMEM
Local: Faculdade de Apucarana (FAP) – Apucarana - PR
Data: 02 a 04 de novembro de 2006
Maiores Informações: http://www.fap.com.br/EPMEM/index.htm

III BIENAL DA SBM
Local: Universidade Federal de Goiás (IME) – Goiânia – GO
Data: 06 a 10 de novembro de 2006
Maiores Informações: http://www.mat.ufg.br/conteudo/extensao/bienal/

XI JORNADA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
Local: Instituto de Matemática e Estatística - Universidade Federal de Goiás – Goiânia - GO
Data: 08 a 10 de dezembro de 2006
Maiores Informações: http://www.ime.ufg.br/conteudo/extensao/jornada/index.htm

31 outubro 2006

Um pouco sobre a Educação Matemática

Estudos sobre a história do ensino da matemática no Brasil nos levam ao ano de 1730, mas é a partir dos primeiros anos do século XX que se pode identificar o surgimento de um movimento em prol de uma Educação Matemática. Merecem destaque como pioneiros a partir dos anos 30 Euclides Roxo, Malba Tahan, e outros educadores daquela geração. Um importante impulso foi dado nos anos 50 com a organização do primeiro Congresso Brasileiro de Ensino da Matemática, em 1955, realizado na Bahia pela professora Martha de Souza Dantas. Nos anos 60, o Movimento da Matemática Moderna liderado, entre outros, pelo prof. Oswaldo Sangiorgi, levou a matemática às manchetes dos jornais diários. A partir do final dos anos 70 com as contribuições do prof. Ubiratan D´Ambrósio enfatizando a dimensão social e cultural do conhecimento matemático a Educação Matemática brasileira é reconhecida internacionalmente contribuindo para a aquisição de uma identidade como área do conhecimento. A organização do 1º Encontro Nacional de Educação Matemática e a fundação da Sociedade Brasileira de Educação Matemática-SBEM, a partir de 1987, consolidaram toda esta trajetória.

Saiba mais sobre a Educação Matemática no Brasil, clicando nos botões desta página.

Extraído do site Matemática Hoje (http://www.matematicahoje.com.br)